27.11.12

Resoluções de ano novo, para o ano velho.


Nos últimos meses, tenho andado me sentindo um tanto quanto descrente de mim, de tudo e de todos. Assistindo as coisas que acontecem ao meu redor com uma impressão de que muito dificilmente vão melhorar. Uma sensação de alquebramento, de desesperança. Desde os absurdos acontecendo na humanidade, até mesmo as minhas relações mais próximas. Minha vida está em sua maioria cinza, com raros momentos de colorido. Acho que depressão seria um termo muito forte pra se usar, mas eu estava muito perto disso. O que mais me aflige é não encontrar ferramentas para sair deste estado.
Semana passada, na quinta feira, meu Marido viajou para SP. Quando fui deitar sozinha, comecei a avaliar minha vida, conversar comigo mesma sobre os problemas e as possíveis soluções. Foi uma madrugada de constatações.
1º Estar desempregada e ter concluído a faculdade está contribuindo muito com esta maré: mente ociosa, oficina do demo. Já que emprego (até mesmo entrevistas para) tá demorando a aparecer (esse é o 9º mês desde que sai da empresa onde passei três anos e meio), vou correr atrás de algum curso: Inglês, Espanhol, Aramaico, Instalações elétricas, corte & costura, Feng Shui, qualquer coisa para me forçar a sair de casa e ver além dessas paredes.
2º Corpo são, mente sã: Não adianta me enganar. O corpo já não é mais o mesmo de dez cinco anos atrás. Dormir demais ou de menos, sedentarismo, má alimentação, estão sim cobrando seu preço no meu corpo e mente. Fora os quinze anos de cigarro e o álcool socialmente bebido, mas esses dois vão ter que esperar mais um pouco sobre o que vai ser feito com eles.


No resto, é usar a oração da serenidade, de Reinhold Niebuhr (um pastor ou seria de Boecio, um filósofo)? Que é linda por sua singeleza:
Conceda-nos, Senhor, a Serenidade necessária
para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das outras.

Tudo muito simples na teoria, vamos à pratica.


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