23.8.12

Eu te escutarei, tu me escutarás...



Uma coisa que gostaria de mudar em mim é essa necessidade de agradar todo mundo.  Que é uma mistura do não querer magoar e o não querer ser magoada. E assim venho interiorizando coisas que não deveria. Num mundo perfeito não haveria esta preocupação. No nosso mundo é complicado. Infelizmente tem gente que precisa ouvir algumas verdades, mesmo que elas sejam duras e tenho que aprender a ouvi-las também sem necessariamente enxergar nelas sempre uma afronta/uma agressão. Não é fácil ficar nesta corda bamba. Mas essa historia de que prefiro evitar a fadiga tá se mostrando uma covardia minha. E com essa atitude venho engolindo alguns sapos.  
Um amigo meu, por exemplo, está me devendo dinheiro há alguns meses, não é uma fortuna e por isso eu meio que estou relevando, mas ele não dá uma satisfaçãozinha, uma promessa de pagamento que seja e sei que ele não esqueceu. Ele continua com suas saídas, festas, farras. Tem dinheiro e não me paga? (pior que ele já tem este histórico com outras pessoas) Porque eu não o cobro? Justamente pra evitar magoar com a cobrança. Pode um negócio desses!
Outro dia uma querida amiga veio conversar comigo sobre minha pouca (quase nenhuma) vaidade nos últimos tempos, que por mais que eu seja uma moça bonita (palavras dela rs) eu teria que ser mais cuidadosa, que um marido gosta de ter uma esposa que se cuida, blábláblá. Minha reação? Cara fechada e bico. Engoli calada, mas fiquei com raiva, pois naquele momento só identifiquei a crítica. No entanto ela não estava querendo me magoar, realmente tenho andado muito desleixada, então quem melhor que uma amiga pra me dar este puxão de orelha? Mas era a tal da “dura verdade” que tenho que aprender a ouvir. É claro que tenho que me cuidar mais. A aparência pode não ser tudo, mas ninguém quer um tribufu como parceiro. Ao invés de acabar com o clima descontraído da noite, deveria sim ter estado grata com esse alerta que ela deu. Aliás, essa amiga tem esse dom: sabe se manifestar de forma gentil, mas sempre objetiva. Você sempre pode contar com uma opinião lúcida vinda dela.
Mas enfim, pelo menos já identifico que devo parar com este comportamento. Na hora de falar, Falarei. Também saberei ouvir.  Minhas inseguranças não podem governar minhas relações com as pessoas. 

20.8.12

Amizade

a.mi.za.de
sf (lat amicitate) 1 Sentimento de amigo; afeto que liga as pessoas. 2 Reciprocidade de afeto. 3 Benevolência. 4 Amor.Antôn: inimizade, ódio, oposição. A. colorida, gír: relação íntima e amorosa, sem compromisso social. Cf amizade-colorida.

O que faz de uma pessoa um amigo? O que vejo muito por aí é este adjetivo sendo usado de forma muito ordinária. Talvez eu seja muito exigente com relação a amizade, mas acho estranho quando alguém afirma que tem vááários amigos. Posso afirmar que tenho vááários colegas, vááários companheiros de farra, me relaciono bem com quase todo mundo, gosto de estar com outras pessoas. Mas os amigos conto nos dedos de uma mão.
Isso de certa forma me faz questionar se sou uma pessoa muito seletiva ou uma chata desconfiada? Ou talvez essas pessoas não saibam o verdadeiro significado da amizade.  Talvez eu esteja fazendo tempestade em copo d’água. 
Não estou me referindo aqui aos casos onde durante uma conversa falamos: um amigo trabalha em tal empresa e blábláblá. Normal. Falo daqueles que mal te conhecem e já fazem juras de amizade eterna,quando na verdade você percebe que a coisa não vai ser bem assim. Não é assim não, meu fio. No lado esquerdo do peito tem diretoria.
Os poucos a quem considero amigos são aqueles cujo bem estar me preocupa, com quem converso sem filtros, a quem confesso segredos e cujas opiniões valorizo. Suas vitórias me emocionam e suas derrotas me entristecem. E há uma reciprocidade. Já me magoaram? Sim. Eu já os magoei também... A superação da mágoa veio da certeza da amizade. É muita responsabilidade ser um amigo, acho que por isso que tenho poucos. E isso me entristece. Gostaria de ter mais pessoas neste grupo. Mas tá difícil de encontrá-los.


“A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro”. – PLATÃO –


16.8.12

O álcool entra e a verdade sai.

Aqui em casa temos o costume de receber os amigos para tomar umas e outras e na última reunião parece que eu estava inspirada. Estávamos eu (marido foi dormir cedo), um casal gay (sendo um deles meu melhor amigo) e um casal hetero (melhor amiga/namorado), quando já com cerveja até a tampa, tive a brilhante ideia de brincar de “eu nunca”, que é onde alguém da mesa faz uma afirmação do tipo “Eu nunca comprei produto pirata” e quem já comprou, bebe. É bobo, mas é divertido. Geralmente a brincadeira começa com essas perguntas bestas, depois vai piorando, porque a intenção mesmo é descobrir os podres da galera e dar risadas. Então saíram coisas como: eu nunca tive sonhos homossexuais/ heteros (sorriso amarelo e todos beberam) eu nunca fingi orgasmos (meninas beberam), eu nunca olhei meu toba no espelho -gargalhadas- (mas todos beberam), eu nunca cobicei o namorado alheio (silêncio, mas todos beberam), eu nunca abri mão de um paquera pra favorecer um amigo (meninas trocam olhares e bebem) e assim por diante. Até que eu falei: eu nunca transei com uma pessoa pensando em outra, e nessa quando meus amigos beberam, os seus respectivos namorados se doeram. Na hora, eu pra tentar amenizar lembrei que eles haviam tido parceiros sexuais anteriores. Até parece que se isso houvesse ocorrido nas relações atuais, eles iriam assumir assim, né? Dããã! Mas pense num povo ciumento/desconfiado! Ficou maior climão, troca de acusações, raiva por parte de quem estava sendo acusado e bico dos que estavam desconfiando.
É por isso que eu acho que tenho que controlar esta minha boca quando tem birita envolvida, se tivesse parado pra pensar antes de falar, teria percebido o que este tipo de pergunta iria causar (ambos os relacionamentos são recentes, ainda em fase de “adaptação”). Sei lá, fiquei mal por ter provocado briga entre o povo. Parecia que eu estava querendo causar o mal. Depois os amigos ficaram olhando pra mim com essa acusação nos olhos. Muito injusto porque eles sabiam os tipos de perguntas que saem nessa brincadeira.
Confesso que sou uma dessas pessoas que ficam mais desinibidas após ingerir álcool. Não faço nada perigoso como dirigir, operar máquinas pesadas, ligar para ex, etc., mas ando fazendo muita bobagem... Outra coisa é que quando o nível de álcool tá alto geralmente falo mais palavrões, fico enxerida, crítica, exagerada...  Enfim, esse tipo de coisa é uó! Quando tá todo mundo na mesma vibe, essas coisas passam batidas, até porque minha turma não é nada santa, mas no dia seguinte se faço a revisão de como me comportei, lembro  de cada coisa...
Já que não pretendo parar de tomar minhas cervejitas de fim de semana e nem pretendo sentar muda e levantar calada, vou ter realmente que aprender a moderar mais as palavras, a quantidade de copos e as atitudes.  Ser mais madura, né? Beber com responsabilidade é isso também.

14.8.12

O primeiro post

Esse blog vai ser mais ou menos como um diário. 

Fiz este blog para guardar minhas memórias. Para postar aqui as situações que eu ache que merecem registro, sejam bobas ou não, erros e acertos, pensamentos, desabafos e até viagens na maionese, etc. e se alguém mais acessá-lo, sem problemas, o "diário" não  secreto. Seja bem vindo.
Pretendo manter o anonimato por aqui, até pra evitar que fique inibida na hora de postar. O que tiver passando na minha mente no momento em que eu sentar em frente ao PC, vai para o blog. Tentarei filtrar o mínimo possível. Quero que ele retrate um pouco da minha vida aos 30 anos e espero que ele tenha uma longa duração, que daqui a alguns anos eu possa visitar meu passado e ver o que mudou e o que permaneceu em mim.  Tomara que este post seja o começo de uma experiência prazerosa.