16.8.12

O álcool entra e a verdade sai.

Aqui em casa temos o costume de receber os amigos para tomar umas e outras e na última reunião parece que eu estava inspirada. Estávamos eu (marido foi dormir cedo), um casal gay (sendo um deles meu melhor amigo) e um casal hetero (melhor amiga/namorado), quando já com cerveja até a tampa, tive a brilhante ideia de brincar de “eu nunca”, que é onde alguém da mesa faz uma afirmação do tipo “Eu nunca comprei produto pirata” e quem já comprou, bebe. É bobo, mas é divertido. Geralmente a brincadeira começa com essas perguntas bestas, depois vai piorando, porque a intenção mesmo é descobrir os podres da galera e dar risadas. Então saíram coisas como: eu nunca tive sonhos homossexuais/ heteros (sorriso amarelo e todos beberam) eu nunca fingi orgasmos (meninas beberam), eu nunca olhei meu toba no espelho -gargalhadas- (mas todos beberam), eu nunca cobicei o namorado alheio (silêncio, mas todos beberam), eu nunca abri mão de um paquera pra favorecer um amigo (meninas trocam olhares e bebem) e assim por diante. Até que eu falei: eu nunca transei com uma pessoa pensando em outra, e nessa quando meus amigos beberam, os seus respectivos namorados se doeram. Na hora, eu pra tentar amenizar lembrei que eles haviam tido parceiros sexuais anteriores. Até parece que se isso houvesse ocorrido nas relações atuais, eles iriam assumir assim, né? Dããã! Mas pense num povo ciumento/desconfiado! Ficou maior climão, troca de acusações, raiva por parte de quem estava sendo acusado e bico dos que estavam desconfiando.
É por isso que eu acho que tenho que controlar esta minha boca quando tem birita envolvida, se tivesse parado pra pensar antes de falar, teria percebido o que este tipo de pergunta iria causar (ambos os relacionamentos são recentes, ainda em fase de “adaptação”). Sei lá, fiquei mal por ter provocado briga entre o povo. Parecia que eu estava querendo causar o mal. Depois os amigos ficaram olhando pra mim com essa acusação nos olhos. Muito injusto porque eles sabiam os tipos de perguntas que saem nessa brincadeira.
Confesso que sou uma dessas pessoas que ficam mais desinibidas após ingerir álcool. Não faço nada perigoso como dirigir, operar máquinas pesadas, ligar para ex, etc., mas ando fazendo muita bobagem... Outra coisa é que quando o nível de álcool tá alto geralmente falo mais palavrões, fico enxerida, crítica, exagerada...  Enfim, esse tipo de coisa é uó! Quando tá todo mundo na mesma vibe, essas coisas passam batidas, até porque minha turma não é nada santa, mas no dia seguinte se faço a revisão de como me comportei, lembro  de cada coisa...
Já que não pretendo parar de tomar minhas cervejitas de fim de semana e nem pretendo sentar muda e levantar calada, vou ter realmente que aprender a moderar mais as palavras, a quantidade de copos e as atitudes.  Ser mais madura, né? Beber com responsabilidade é isso também.

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