Uma
coisa que gostaria de mudar em mim é essa necessidade de agradar todo mundo. Que é uma mistura do não querer magoar e o não
querer ser magoada. E assim venho interiorizando coisas que não deveria. Num
mundo perfeito não haveria esta preocupação. No nosso mundo é complicado. Infelizmente
tem gente que precisa ouvir algumas verdades, mesmo que elas sejam duras e
tenho que aprender a ouvi-las também sem necessariamente enxergar nelas sempre uma
afronta/uma agressão. Não é fácil ficar nesta corda bamba. Mas essa historia de
que prefiro evitar a fadiga tá se mostrando
uma covardia minha. E com essa atitude venho engolindo alguns sapos.
Um
amigo meu, por exemplo, está me devendo dinheiro há alguns meses, não é uma
fortuna e por isso eu meio que estou relevando, mas ele não dá uma
satisfaçãozinha, uma promessa de pagamento que seja e sei que ele não esqueceu.
Ele continua com suas saídas, festas, farras. Tem dinheiro e não me paga? (pior
que ele já tem este histórico com outras pessoas) Porque eu não o cobro? Justamente
pra evitar magoar com a cobrança. Pode um negócio desses!
Outro
dia uma querida amiga veio conversar comigo sobre minha pouca (quase nenhuma)
vaidade nos últimos tempos, que por mais que eu seja uma moça bonita (palavras
dela rs) eu teria que ser mais cuidadosa, que um marido gosta de ter uma esposa
que se cuida, blábláblá. Minha reação? Cara fechada e bico. Engoli calada, mas fiquei
com raiva, pois naquele momento só identifiquei a crítica. No entanto ela não
estava querendo me magoar, realmente tenho andado muito desleixada, então quem
melhor que uma amiga pra me dar este puxão de orelha? Mas era a tal da “dura
verdade” que tenho que aprender a ouvir. É claro que tenho que me cuidar mais. A
aparência pode não ser tudo, mas ninguém quer um tribufu como parceiro. Ao
invés de acabar com o clima descontraído da noite, deveria sim ter estado grata
com esse alerta que ela deu. Aliás, essa amiga tem esse dom: sabe se manifestar
de forma gentil, mas sempre objetiva. Você sempre pode contar com uma opinião lúcida
vinda dela.
Mas
enfim, pelo menos já identifico que devo parar com este comportamento. Na hora
de falar, Falarei. Também saberei ouvir. Minhas inseguranças não podem governar minhas
relações com as pessoas.

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